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O Conto: Contar para Dar um Sentido à Vida

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  O Conto: Contar para Dar um Sentido à Vida   O Contador .  Foto posted by: http://www.dbd.puc-rio.br/wordpress/?p=5257     Recensão crítica: 10 Notas   1. Ignora-se a época em que foram concebidos. A sua origem é intemporal, perde-se e confunde-se com o tempo primordial. São fundantes, rituais e simbólicos para configurar um sentido pessoal e social para a comunidade. 2. São uma literatura de tradição oral que apenas foi preservada pela repetição, pela transmissão oral de geração em geração. Foram séculos e até milénios de acrescento de pontos aos contos. O contador “profissional”, o pai, a avó ou vizinho animava junto à lareira ou à soalheira a curiosidade do iniciado, do jovem. 3. Os contos não foram uma literatura exclusivamente para crianças. Falam do destino, reproduzem a memória das coisas, contam as venturas e desventuras da comunidade. Num ambiente de ruralidade e de isolamento provocam a meditação sobre o destino e os valores inerentes ...

A Velha à Soalheira: A Arte de Contar e Ensinar

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A Velha à Soalheira ou   a Arte de Contar e Ensinar Na Soalheira da Cal, rente à parede a velha fazia magia com as palavras, os tons e os gestos. Primeiro um gaiato, depois outro, e outro, e ainda outro, e a soalheira transformava-se num palco. A velha à soalheira   faz parte do meu imaginário, do meu mundo e da minha matriz iniciática e educacional. Nasci, cresci, abalei e regresso sempre a um pequeno povo (a minha aldeia onde vivo sempre na memória e na pele) de contadores, oradores e educadores, gente de muitos recursos de oratória, de imaginação e de mangações. A velha à soalheira, sentada na cadeira de buínho, rodeada de gaiatagem de bico aberto àvidos das suas lembranças, errâncias e andanças marcou-me para sempre. Quando   a velha toma, para nós gaiatagem, a palavra, torna-a mágica, embrulha-a ora em casquinha fina, ora em linho ou saragoça, modela-a com a voz ora musicada, ora esganiçada, ora ritmada e leva-nos a todos no  colo do a...

Lendas: O pescador ZIMBRA , o mito da fundação de SESIMBRA

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Lendas:     O pescador   ZIMBRA , o mito da fundação de SESIMBRA Lendas   A idade média foi muito fértil na criação de lendas populares como tentativas explicativas do caos, do inexplicável. As lendas são tentativas de ordenar e dar sentido à existência em comunidade. São um elemento agregador e ordenador da vida. A oralidade encarregou-se de passá-las de geração em geração, com maior ou menor obliteração temporal. Há sempre um fundo que se mantém inalterável que lhes confere muito interesse. Não sabemos o autor, ou o facto concreto, que esteve na sua origem. O romantismo do século XIX,   um pouco por todo lado, na tentativa de afirmar as nacionalidades recuperou muitas das lendas existentes, em   Portugal houve gente de vulto na valorização deste género de viagem ao nosso passado comum. Só para referir alguns nomes: Almeida Garret, Alexandre Herculano, Teófilo Braga… A lenda de hoje é sobre ZIMBRA:   A explicação da fundação de SESIMBRA (1) ...