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Guadiana: Os moinhos não sabem nadar…

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  Guadiana: Os moinhos não sabem nadar… Moinho afogando-se... foto de José Ruivo Neca   CENTRO INTERPRETATIVO DOS MOINHOS DO GUADIANA (Alandroal) Mais ou menos por esta altura, final de Julho, preparávamos na mochila o farnel com o pão, o chouriço,   o queijo,   os frutos secos e outras miudezas. Vinho e aguardente também iam e uma manta. O estojo da pesca. E lá abalávamos para o moinho dos Mocissos no Guadiana, na Herdade dos Mocissos, Rosário, concelho de Alandroal. Uns de pasteleira   e outros de motorizada. O importante era chegar lá. As noites de calmaria e sem bafo, convidavam a passar um dia ou dois junto ao moinho. Antes das Festas em Honra de Nossa Senhora do Rosário que acontecem sempre no segundo fim de semana de Agosto, era pela certa que lá tínhamos que bater. Foto de Zebaldino, do Grupo dos Amigos de Capelins . Moinho do Bolas Estendíamos na cascalheira o material, montávamos as canas, preparávamos de forma segura o terreiro para o lume que...

Festa é Festa: Para uma sociologia da Festa...

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Festa é Festa: Para uma sociologia da Festa Foto visitevora.net “ O espírito da festa acontece quando todos colaboram, participam e festejam.” (anónimo)   O santo António nem começou, o São João não se gozou e o São Pedro não aconteceu,   por causa da pandemia (2020, nota de registo para a História). Foi desta vez   um vírus que interrompeu o nosso fulgor festivo.     Foto Pinterest, posted by Ana Morgana As festas de terreiro, de arraial, de padroeira, recreativas, mais rurais ou mais urbanas estão limitadas pelos tempos pandémicos que obrigam a distanciamento físico e social para evitar contágios e multiplicações exponenciais de infeções que levem à morte e à   incapacidade de resposta dos serviços de saúde.   Pinterest, posted by Robert Amaral Este tipo de situação já foi vivido muitas vezes ao longo da história em que as festas tiveram que ser suspensas, mas souberam resistir e perpetuar-se como elementos fundamentais de construçã...

Alandroal: O Caso dos Usos e Potencialidades da Esteva…

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Alandroal: O Caso dos Usos e Potencialidades da Esteva…   Património, Paisagem e Identidade.     Este texto resulta de uma recolha etnobotânica realizada no concelho de Alandroal, Distrito de Évora,  a minha terra natal e de identidade. Decorreu entre 2002 e 2006.   A Esteva (Cistus ladanifer L.) é  da grande família Cistace, e abunda um pouco por toda a orla do mediterrâneo. São classificadas em vários géneros e existem mais de 150 espécies. Aqui, na nossa terra constituem um coberto vegetal que é um verdadeiro nicho ecológico de grande interesse para o ecossistema local e para a biodiversidade. Aparece fundamentalmente nos solos pouco calcários,ou mesmo nada calcários, chamados pelo povo “terras pobres  que só dão estevas.”.   É uma marca, um símbolo da nossa paisagem com uma carga poética e imagética que nos penetra nos sentidos com a sua beleza e perfume. Quem não sentiu na primavera o seu forte e inebriante cheiro, quem não...

A Arte Urbana vai ao Monte da Fonte Santa (Alandroal)

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  A Arte Urbana vai ao Monte da Fonte Santa Alandroal                               Vhils: finaliza a muralização de um rosto na cal do Monte da Fonte Santa   O Conceito A Arte Urbana , Street Art, é de difícil definição na medida que cada vez mais artistas escolhem a rua, os espaços abertos para reinventar as formas de intervenção artística. A rua, enquanto espaço público, obriga o artista a usar técnicas, métodos e metodologias de trabalho por vezes bastante complexas. Os artistas de(a) rua , de arte pública, quer no g rafitt i, quer na instalação, usam suportes completamente inusitados, paredes, muros, taludes, locais abandonados e múltiplos meios para apoiar a sua criação, o computador, a fotografia e, materiais e ferramentas que vão do tradicional pincel,   passando pelo spray até ao mais potente martelo pneumático. Envolve o uso e maneio de andaimes, escadas, panos, cordas, exten...