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O Portal Manuelino da Igreja de Palhais (Barreiro)

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O Portal Manuelino da Igreja de Palhais (Barreiro) Foto 1 - Frente da igreja de Nª Srº da Graça com o Pórtico manuelino... Nota Histórico-Artística “Antes de o Barreiro se afirmar como principal povoação desta secção meridional da foz do Tejo, Palhais constituía o mais importante núcleo populacional da zona, estando ligado à Ordem de Santiago. As origens da sua igreja matriz, dedicada a Nossa Senhora da Graça, andam lendariamente relacionadas com uma figura santiaguista, Paulo da Gama, irmão de Vasco da Gama, informação que, todavia, carece ainda de confirmação documental, podendo ainda haver alguma confusão acerca do empenhamento deste nobre no extinto convento de Palhais e não na igreja paroquial da vila. Ao certo, sabemos que o templo foi construído nos finais do século XV, mas rapidamente ampliado por forma a desempenhar condignamente as funções de paroquial. Tal reforma terá acontecido por volta de 1530-35, eventualmente na sequência de estragos provocados pelo terramoto...

Torre do relógio da CUF: O rigor do tempo de trabalho (Barreiro)

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Torre do relógio da CUF: O rigor do tempo de trabalho No campo, o sino, do latim signo (sinal), é masculino, é um instrumento que desempenha um papel de controlo importante no mundo rural. A par do galo e do sol, é quem marca o ritmo de vida coletiva no campo. É ele que faz rir, chorar ou cantar e que faz trabalhar ou folgar. É ele também que toca a rebate no fogo ou na guerra. No espaço urbano moderno, o sino ainda se mantém a marcar o ritmo da vida comunitária, nas horas e na religião. No trabalho, é o relógio que se impõe na entrada da fábrica, na gare ferroviária, na porta de entrada do escritório e na torre da fábrica. É o relógio que marca o ritmo. Com a invenção do relógio mecânico, o relógio solar, a ampulheta e o relógio de água foram perdendo lugar, mantendo-se apenas como memórias de outros tempos. O relógio mecânico foi descoberto no século XIII, desenvolveu-se no século XV e XVI, dando origem a um relógio de bolso. Depois, apareceu o relógio de pêndulo… No final...

As Hortas Urbanas: O ser humano deseja regressar ao campo

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As Hortas Urbanas: O ser humano deseja regressar ao campo Aqueles que amam a natureza, nunca estão sós! (popular) Desde o momento em que nos transformámos, durante a transição para o Neolítico, de caçadores-recolectores em pastores e agricultores, que a nossa relação com a natureza se começou a alterar e nos afastámos cada vez mais da natureza. A revolução industrial, a urbanização, o aumento demográfico, a litoralização das atividades, a intensificação e mecanização agrícola, fizeram com que não saibamos mais o que comemos, de onde vem, como é produzido, que qualidade, que impactos ambientais produziram os alimentos que chegam à nossa mesa. São interrogações do homem moderno que o fazem querer regressar a um ambiente mais natural, mais próximo da natureza e dos ciclos biológicos ancestrais. É aqui que entram as hortas urbanas mais ou menos biológicas, mais ou menos utópicas, mais ou menos funcionais, mais ou menos naturais, pois elas são influenciadas e coloridas pelo meio e...